ele, todo formal,
terno, gravata e jornal.
ela, toda criança,
jeans, chiclete e trança.
ele, todo importante,
maduro, sério e galante.
ela, nem dava bola,
mochila, tênis e coca-cola.
ele, quando chegava,
todo sério a cumprimentava.
ela, toda moleca,
mandava um beijo sapeca.
pouco tempo passou,
quando ele se declarou.
ela não entendeu a zorra,
e disse “o que é isso, porra ?”
ele falou poesias, olhando o céu,
e abrindo o bolso, lhe deu um anel.
e ela pensou, olhando de lado
“será que esse cara é viado ?”
ele recuou, assustado
e disse “estou apaixonado”.
ela parou de rir, assustada,
mas que bela presepada ...
ele não entendeu a reação,
afinal, era a sua paixão.
ela levantou devagar da mesa,
malandra, saiu à francesa.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
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